Taxas de Desemprego no Brasil – tudo sobre

Apesar das taxas de crescimento homólogas do PIB de até 6 por cento (embora volátil após 1995), a taxa de desemprego aumentou de forma constante de 4.2 por cento em 1990 para 10 por cento em 2003. As reformas industriais dos anos 90 não conseguiram dar um passo em frente, com 45 por cento dos trabalhadores envolvidos em empregos no setor informal entre 1999 e 2003.

Muitos brasileiros mais pobres ficaram presos em um ciclo vicioso, onde necessidades de curto prazo minaram a capacidade de longo prazo para superar dificuldades econômicas. Por necessidade imediata e premente, a maioria dos membros da família – independentemente da sua idade – procuraria emprego formal ou informal para contribuir para a renda familiar. Como resultado, muitas crianças foram incapazes de adquirir a educação que lhes permitiria escapar do ciclo da pobreza a longo prazo, criando um problema generalizado.

Do mesmo modo, as mães jovens sentiam-se frequentemente obrigadas a renunciar a controles de saúde críticos durante a gravidez e depois. Eles eram menos propensos a assistir exames médicos com seus filhos, impedindo-os de serem vacinados. A elevada mortalidade infantil – e o risco de doenças crónicas como a diabetes- agravaram o risco financeiro que ameaça as famílias de baixos rendimentos.

Embora o sistema universal de saúde do Brasil tenha proporcionado alguma proteção, um estudo de 2007 mostrou que os custos indiretos da Diabetes tipo 2 eram US $ 773 por paciente por ano. Estes resultaram do absentismo do trabalho de ambos os pacientes e seus cuidadores.

A falta das medidas preventivas de saúde necessárias representava, assim, um claro risco financeiro a longo prazo para as famílias de baixos rendimentos, bem como um perigo para a sustentabilidade financeira do sistema universal de cuidados de saúde.

As abordagens anteriores dos governos brasileiros não tinham conseguido resolver este problema complexo. Depois de 1995, a crise da pobreza e da desigualdade começou a ver uma “expansão do sistema de assistência social baseado no dinheiro do Brasil”. Um desses programas, o Bolsa Escola, passou de uma iniciativa municipal para se tornar um programa federal em 2001.

No entanto, este Programa de Aceleração do Crescimento(PAC) foram cada um deles administrados através de municípios e ministérios separados e foram fragmentados em vários sectores, abordando cada aspecto diferente da pobreza. Não forneceram a solução sistemática e coordenada que era necessária.

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